Mostrando postagens com marcador Cultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cultura. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A tragédia também inspirou o mundo da arte

O atentado do 11 de setembro além de uma repercussão mundial também foi tema para diversos livros e filmes que tiveram sua inspiração no desastre.

Um primeiro livro a ser citado é o do professor de lingüística e filosofia no Massachusetts Institute of Technology (M.I.T) Noam Chomsky. O acadêmico é um ativista político e crítico ferrenho da política externa norte americana. O livro “Noam Chomsky – 11 de setembro” reúne várias entrevistas concedidas pelo autor para mídia internacional sendo, em sua maioria, realizadas por e-mail. Todas tem como tema os atentados do 11 de setembro. Chomsky demonstra com dados e fatos como somos manipulados pela força da propaganda a serviço do poder e, ainda, com o relato de suas entrevistas, mostra os reais ressentimentos por trás dos atentados atribuídos a Bin Laden e a falsificação deles, para tornar a invasão americana no Oriente legítima.

Outro livro de grande repercussão que foi lançado também tendo como tema o atentado foi “Farenheit – 11 de setembro”, cujo título também pertence a um documentário. O livro, tão instigante quanto o documentário, permite ao público ver como o diretor destrinchou os fatos em torno da história política de George W. Bush, dos atentados de 11 de setembro e da guerra no Iraque, e como os utilizou em sua narrativa documental.


Além desses, alguns sites oferecem a indicação de livros que ajudam a entender um pouco sobre as raízes e motivações do terrorismo islâmico, a Al Qaeda, os ataques de 11 de Setembro e seus desdobramentos - a "guerra ao terror", liderada por George W. Bush, e a invasão do Iraque pelos EUA. Algumas dessas sugestões podem ser encontradas aqui.

Além dos livros, uma série de filmes também foram lançados com o tema ‘11 de setembro’.


Um dos que possuem mais originalidade é o “11 de setembro”. O longa-metragem foi realizado por 11 diretores de todo o mundo, nele cada um dos diretores conta uma história curta relacionada à data 11/09/01. Produzido pelo francês Alain Brigand, o projeto traz a visão totalmente independente de onze cineastas numa reflexão sobre esse que foi um dos acontecimentos capitais da história do mundo nos últimos tempos.

Outra produção cinematográfica bastante comentada, sobre o mesmo tema, foi o documentário “Farenheit 11 de setembro”, que deu origem também a um livro com mesmo título. Aqui, o diretor Michel Moore investiga como os Estados Unidos se tornaram alvo de terroristas, a partir dos eventos ocorridos no atentado de 11 de setembro de 2001. Os paralelos entre as duas gerações da família Bush que já comandaram o país e ainda as relações entre o ex Presidente americano, George W. Bush, e Osama Bin Laden.


Mais um filme produzido foi o “WTC – Por Trás do 11 de Setembro” mostra a vida e o pensamento das principais figuras do ataque. Baseado em pesquisas originais, o filme explora as forças sociais, religiosas e ideológicas que ajudaram a moldar um grupo de estudantes na Alemanha nos terroristas que fizeram o mais terrível ataque na história do mundo.



Entre livros e filmes não são poucas as opções culturais que envolvem a produção literária e cinematográfica cujo tema é a tragédia do 11 de setembro. Basta escolher a abordagem de sua preferência, pois opções não vão faltar.

Por Othacya Lopes

O crime artístico do século XX

"É a profissão mais impossível do mundo. Sou um estúpido por ter virado um 'andador de corda', mas eu não escolhi. Sou um prisioneiro daquilo que amo"
(Philippe Petit)

As Torres Gêmeas de Nova Iorque que sofreram o atentado do dia 11 de setembro já em seu princípio chamaram a atenção de todo o mundo pelo fato inusitado que ali acontecera. Phillippe Petit, 24 anos, um artista francês fascinado por números de malabarismo e equilibrismo, no dia sete de agosto de 1974, atravessou oito vezes o espaço entre uma torre e outra a uma altura 417 metros.

Para tornar real seu grande sonho, Petit estudou durante seis meses a estrutura das torres. À época, as torres ainda estavam inacabadas e, utilizando-se repetidamente de cartões de identificação falsos para ter acesso a elas, o acrobata, juntamente a seus amigos, analisaram incansavelmente o World Trade Center para poder descobrir como poderiam estender o cabo de uma torre à outra. Escondeu cabos e preparou-se para o momento. Como não havia possibilidade de ensaios, tudo tinha que ser milimetricamente planejado. Finalmente, na manhã do dia sete de agosto, os nova-iorquinos se surpreenderam ao olhar para o céu: lá estava o artista francês, caminhando entre a névoa e - aparentemente - sobre o vazio. Alguns lhe chamaram de louco, outros, de anjo. Já Petit, em entrevista dada ao telejornal CBS Evening News, disse apenas que não havia um porquê, quando via um lugar bonito onde podia estender sua vara simplesmente não conseguia resistir.

O que ficou conhecido como "O crime artístico do século XX" acabou sendo documentado, anos depois, pelo diretor inglês James Marsh. Baseando-se no livro escrito pelo próprio Philippe Petit, To Reach the Clouds, o documentário que ganhou o nome de "O Equilibrista" foi lançado no ano de 2008 e, assim como a ousada atitude de Petit, foi um sucesso, ganhando o Oscar de melhor documentário na 81ª edição do festival.

Por Rafaela Gambarra