segunda-feira, 28 de junho de 2010

Steve McCurry, o fotógrafo que capturou os primeiros momentos da tragédia

Os primeiros momentos da tragédia do dia 11 de Setembro em Nova York foram documentados através da janela do seu escritório pelo fotógrafo Steve McCurry. Conhecido mundialmente pela famosa imagem da "Menina Afegã" que teve seu rosto estampado na capa da revista National Geographic, McCurry busca, em todos os seus trabalhos, revelar a alma do ser humano.

Nascido na Filadélfia na década de 1950, Steven McCurry já conquistou vários entre os mais importantes prêmios de fotografia que existem atualmente, entre eles o Robert Capa de fotografia, um prêmio dedicado aos fotógrafos que exibem excepcional iniciativa e coragem. Formado em artes cênicas, sua carreira como fotógrafo teve início quando começou a produzir imagens para o jornal de sua universidade, o The Daily Collegian.

Depois, atuando como freelancer, ele foi para Índia, onde aprendeu a observar e esperar a vida acontecer. "Quando a gente espera, as pessoas esquecem a sua câmera e a alma entra em cena”, disse em entrevista dada ao Estadão.

Desde então, McCurry sempre atua em zonas de conflito, fotografando normalmente em lugares como Índia, Tibet, Ásia, Japão, retratando as pessoas e seus mundos. Segundo ele, a foto que mais lhe marcou não foi a famosa "Menina Afegã", mas sim a de uma mãe junto de sua filha pedindo esmola na janela do táxi que estava, em Bombai (Mombai). Ele não se considera um fotógrafo de guerra, pois acredita que seu trabalho é mostrar a realidade humana durante um conflito nos rostos das pessoas

Por coincidência, o fotógrafo se encontrava a três quarteirões de distância das Torres Gêmeas no momento em que elas foram destroçadas. Acostumado a retratar desastres, o fotógrafo não pensou duas vezes: pegou a sua câmera e registrou o que foi sobrando das torres. Era 11 de setembro de 2001.

Por Rafaela Gambarra

Anistia Internacional condena os EUA

Em relatório divulgado pela Anistia Internacional publicado no último mês de maio, Os centros de detenção em Guantánamo (Cuba) e Bagram (Afeganistão), a tortura e os maus-tratos em prisões em solo americano, além da prisão de imigrantes, continuaram sendo em 2009 a vergonha dos Estados Unidos em matéria de direitos humanos.

Ainda segundo o relatório, não houve nenhuma prestação de contas pelas violações de direitos humanos na guerra ao terror cometidas pelos EUA. Pelo contrário, o governo continua a impedir que as vítimas dessas violações possam contar com recursos legais.

Apesar de ter se comprometido a fechar Guantánamo, 181 detentos ainda permanecem no local. Mais que isso, no Manual das Comissões Militares, divulgado pelo Pentágono em abril, confirmou que, mesmo que um detento seja absolvido por uma comissão militar, o governo dos EUA se reserva o direito de continuar a detê-lo por tempo indeterminado.

As pesquisas da Anistia Internacional registraram a ocorrência de tortura ou de outros maus-tratos em pelo menos 111 países, de julgamentos injustos em 55 países, de restrições à liberdade de expressão em ao menos 96 países e de prisioneiros de consciência encarcerados em 48 países.

No relatório, apela-se aos governos para que tratem de prestar contas de suas próprias ações, ratificando integralmente o Tribunal Penal Internacional (TPI) e assegurando que os crimes de direito internacional possam ser processados em qualquer lugar do mundo.

Por Rafaela Gambarra

[Saiba +] O que é uma Mesquita?

A Mesquita é um lugar sagrado para os muçulmanos. É lá onde eles se congregam para realizar as suas orações diárias.
A palavra “Mesquita” é uma tradução do árabe masjid, que quer dizer um lugar de prostração e deriva da raiz árabe sajada (raiz s-j-d, "prostrar-se", em alusão às prostrações realizadas durante as orações islâmicas). A palavra mesquita é usada para se referir a todos os tipos de edifícios dedicados ao culto muçulmano, embora em árabe seja feita uma distinção entre as mesquitas de dimensões menores e as mesquita de maior dimensão, que possuem estruturas sociais. Estas últimas são denominadas como "masjid jami".
As Mesquitas foram as primeiras instituições de ensino para os muçulmanos. Lá é o lugar onde se aprende sabedoria e virtudes. Desde o alvorecer do Islam, a Mesquita é uma escola, sendo assim ela representa desta forma, o primeiro instituto de ensino no Islam. Nas Mesquitas os muçulmanos, desde os tempos mais remotos, aprendem princípios e a pratica de sua religião.
O objetivo principal da Mesquita é servir como local onde os muçulmanos possam se encontrar para rezar. No entanto, as mesquitas são também conhecidas pelo seu papel comunitário e por serem as formas mais expressivas da arquitetura islâmica. Elas evoluíram significativamente desde os espaços ao ar livre que eram a Mesquita Quba e o Masjid al-Nabawi do século VII d.C. Hoje em dia, a maioria das mesquitas possuem cúpulas, minaretes e salas de oração que podem assumir formas elaboradas. Surgidas na Península Arábica, as mesquitas podem ser encontradas em todos os continentes em que existem comunidades muçulmanas. Não são apenas locais para o culto e a oração, mas também locais onde se pode aprender sobre o islão e conviver com outros crentes.

Por Othacya Lopes

Relembrando a tragédia que chocou o mundo - o 11/09/2001


As torres erguidas, o atentado, os pronunciamentos do ex presidente dos EUA George W. Bush e as consequências da tragédia que marcou a história da humanidade.

Por Othacya Lopes

OPINIÃO - O desumano gera atitudes desumanas



A mente humana é uma máquina geradora da criação. Pode-se ver muito disso nos dias atuais, em que a tecnologia tomou a frente das atitudes humanas, sempre se tem uma nova criação, o homem é fascinado pelo novo. A novidade, a visibilidade de um futuro o extasia. Mas na mesma proporção de construir as mais belas e desenvoltas tecnologias o homem se mostra capaz de cometer as maiores atrocidades, provocar os maiores desastres, causar as maiores tragédias já sofridas pela humanidade. E nesse ponto também não há ninguém que supere o homem como ele mesmo.

O homem cria para destruir, isso é uma antítese, visto que não é esse o objetivo da criação. Observamos a criação de bombas, que parecem serem feitas sem um sentido aparente, apenas para mostrar o poder bélico de uma nação, mas que geram as maiores guerras já vistas. Hiroshima e Nagasaki são os maiores exemplos até hoje, a Little Boy e a Fat Man deixaram desastres incalculáveis, e então onde está o sentido da criação?

O mais atual nessa discussão é Deus. Ué, Deus não é o criador? Será que ele manda destruir também? Pois é, os atentados terroristas têm aí a sua base, une-se a criação feita por Deus, ou seja: o homem, e uma das criações feitas pelo homem — as armas de destruição — que, sem nenhum pudor e apenas com a intenção de defender bases religiosas causam tragédias inenarráveis. “Homens”, sem nenhum pudor, tiram sua vida e a de milhares de pessoas, que muitas vezes não sabem nem o que se está se revogando, pessoas inocentes, por motivos religiosos, patriotais, culturais, e inúmeros outros. Aliás... Pode-se encontrar um motivo para tal atitude?

Os “humanos” são capazes de matar, de destruir aquilo que outros humanos com tanta labuta constroem. Afinal, o que é ser humano então? Qual o real sentido dessa palavra? Tudo bem que ser humano não significa ter de compartilhar dos mesmos ideais, mas pensando bem, será que essa humanidade não seria ao menos um motivo de união entre esses seres?

Vivemos, nos tempos atuais, o terror da incompetência de não sermos humanos, possuímos intrínseco ao nosso ser, a condenação a vivermos nos antros do egoísmo, aonde o “eu” traz consigo o imperialismo de um mundo onde se diz se pensar no próximo, mas, e aqui podemos colocar o exemplo dos nossos queridos políticos, quando sentem o poder dessa ‘humanidade’ só pensam em si. E afinal eu como humano tenho que estar inerentemente a favor dessa palavra grande e que traz consigo o peso do humano, a “humanidade”? Aparentemente sim, mas não é isso que se observa ao se pensar em pessoas capazes de dar sua vida em um sacrifício por um ideal que aparenta ser para um todo, quando ele sabe que vai encontrar um paraíso esperando por si. Encontra-se novamente o império do eu, do egoísmo, da criação em prol da destruição, do humano em prol do desumano.

O terror gera o terror, o desumano gera atitudes desumanas. Talvez seja hora de se colocar o ‘humano’ como canal de atenções para que quem sabe um dia, a paz não seja o ponto de chegada de uma humanidade que, apesar das guerras vai lutar, acima de tudo, por um lugar comum, um lugar de ‘ser humano’.


Por Othacya Lopes


domingo, 27 de junho de 2010

Prisão de Bagram: a Guantánamo esquecida no Afeganistão


Localizado à norte de Cabul, no Afeganistão, e construído em 2002 como uma prisão temporária em uma antiga base aérea soviética, o Centro de Detenção de Parwan tem cerca de 600 prisioneiros amontoados em péssimas condições. Militares que conhecem as prisões de Guantánamo e de Bagram descrevem a prisão afegã como sendo ainda mais rígida. Os prisioneiros têm menos privilégios, menor capacidade de questionar seu encarceramento e quase nenhum acesso a advogados.

Em entrevista dada a BBC (veja mais aqui), os ex-detentos afirmaram que eram espancados, impedidos de dormir e ameaçados com cães. Nenhum dos detidos havia sido acusado de crime ou julgado, simplesmente estavam sob suspeita de pertencerem ou ajudar a Al-Qaeda ou ao Talebã.

Pouco se tem conhecimento deste centro de detenção americano porque a imprensa é proibida de visitar o local. Em toda a base, as regras são rígidas para os jornalistas: não se pode tirar fotos ou fazer entrevistas se não estiver acompanhado por um oficial e, nos raros casos em que essas são feitas, não se podem revelar localizações exatas ou detalhes de operações.

Apesar de ter prometido que iria fechar o centro de detenção de Guantánamo antes do dia 22 de janeiro desse ano, Barack Obama, o atual presidente dos Estados Unidos, não chegou nem a mencionar o centro de detenção de Bagram em seus discursos na cerimônia de posse no início de 2009. Por não ter chegado a cumprir, até hoje, nem mesmo sua promessa em relação ao centro de detenção em solo cubano, pouco se espera que faça no que diz respeito a Bagram.

Por Rafaela Gambarra

Relato de um brasileiro 8 anos após a tragédia

"Em abril de 2009, eu passei pelo lugar onde antes se encontravam as torres e tirei algumas fotos. Por perto tem os predios que existiam antes, ali tudo é area comercial, então tem vários escritórios de várias empresas. No local das torres gemeas eles ainda estavam construindo as Freedom Towers.
Acredito que pelo menos a maioria dos norte americanos já tenha superado o que aconteceu e vivam suas vidas normalmente. Mas o que mais me chamou a atencao foi o fato de ainda existirem faixas e manisfestantes no local. Uma dessas faixas, eu ainda me lembro: dizia que o atentado foi feito pelos Estados Unidos para justificar a guerra deles contra o Oriente Médio (Al-Qaeda e Iraque) em busca de petróleo."

Relato do estudante Magno Rodrigues